quinta-feira, 28 de abril de 2011

O que podemos aprender com a metodologia da ausculta social



AUSCULTA SOCIAL

Idealizada por Tião Soares, metodologia inovadora, a auscultação social consiste em realizar, antes, durante e depois das atividades, diálogos permanentes com educadores, educandos, gestores e comunidade levando-se em conta o “fazer com”, fazer junto, em contraposição ao “fazer para”.


 Saiba mais:
http://auscultasocial.blogspot.com/

Auscultação Social: Um Olhar sobre a Cultura como Política e suas Práticas no interior de Projetos Sociais

(parte do folheto de Trabalho apresentado no Fórum Social Mundial 2009 em Belém do Pará)



Não devemos reinventar a roda, mas fazê-la rodar. Muitas atividades já foram desenvolvidas nas comunidades e cabe a nós enxergá-las com outros olhos. É necessário valorizar e aproveitar, ao máximo, as experiências já vivenciadas pelos atores sociais e fazer valer a prática da educação compartilhada e a troca de conhecimentos.

As ferramentas da auscultação social estabelecem em si um jeito de escutar e de observar os gestos, os ruídos internos e o que há dentro de cada um, escutar o barulho do silêncio e o que o gesto comunica. Valorizar o saber social da comunidade, observar seus modos de vida, conhecer raízes de seu acervo cultural, a origem e história dos moradores, resgatar a memória coletiva são caminhos para despertar um sentimento de pertencimento. É desta forma que a metodologia da ausculta social propõe a pensar a cultura como uma política pública. A cultura da raiz, da origem da historia que as pessoas vivem em suas comunidades. O sentido do jeito e o jeito de ser de cada um e de cada comunidade.

Na prática, diálogos permanentes e contextualizados com educadores, educandos, gestores e comunidade, privilegiando o “fazer com”, fazer junto com a comunidade, em contraposição ao “fazer para”, nos mostra que é através da cultura que afrontamos o destino com que nos deparamos. É através da cultura renovada e de uma educação renovada que seremos capazes de responder aos desafios da era planetária e remediar as carências mais fundamentais de nossas culturas.

Assim as atividades educativas, culturais, artística e de cidadania tem caráter formativo e são trabalhadas em círculos culturais, ou seja, valendo-se do método, que é a nosso ver, inovador, mas bastante simples: A auscultação Social.

Apesar do Desencantamento do Mundo moderno, por meio da ausculta social, lições são aprendidas e tiradas no caminho trilhado, proporcionando a ampliação do desenvolvimento humano em outras comunidades, dando-lhe um caráter de articulação da arte, da cultura e da cidadania.

Cultura e Educação: Pares para a Sustentabilidade Humana

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010, 12:30:27 | diaosoares@gmail.com (Eu)Ir para artigo inteiro
(resenha de folheto do Trabalho apresentado no Fórum Social Mundial 2009 em Belém do Pará)
Como conceber um projeto possível de desenvolver o potencial criativo de pessoas e pensar na possibilidade que este seja construído por elas, considerando que a cultura é um complexo conjunto de hábitos, costumes, práticas, normas, proibições, estratégias, idéias, transmitidos de geração, que se reproduzem e se mantém, produzindo a complexidade humana?

A união da cultura com a educação possibilita abrir janelas críticas e conscientes, para que as pessoas se tornem capazes de refletir sobre os seus fazeres e saberes. Saberes deixados para trás e ou adormecidos, devido ao grande fluxo de informações, vez transformados em deformações.

A metodologia da auscultação social usada em projetos sociais que se desenvolvem em alguns espaços comunitários e governamentais – sociedades de bairro, casas de cultura, oficinas culturais, Ongs, etc – despertam o entendimento do fazer saber, da compreensão do ser como produtor de sua própria cultura.


Assim a palavra cultura pode ter um segundo sentido além do antropológico. Este segundo é particular, singular, ligado a uma sociedade, a um outro momento histórico. Cada sociedade comporta sua própria cultura, sua própria linguagem, técnicas, valores, mitos, crenças.

Pensar a cultura e a educação como pares para a sustentabilidade humana, é pensar em ações que se constituam em ponto de partida, em instrumento para um debate que culmine em uma perspectiva da problemática educativa, cultural e de valores humanos.

Culturalizar a educação é arte que se constrói fazendo fruir práticas e manifestações na sua localidade. Da conversa em pé-de-calçada e da roda de conversa, o saber e o viver de cada um é fator importante no processo de aprendizagem.
As piscadelas de um olhar têm sentidos diferentes porque a cultura se manifesta através das culturas, como a linguagem humana só pode se manifestar através das diversas linguagens. De modo, que a idéia da sustentabilidade é nomeadamente humana e para tanto ela se fundamenta por meio desses pares: Cultura e educação.

Duas contribuições importantes para a campanha PROFASC

Olha lá gente, a campanha em prol do FASC, está muito boa, muito bonita, até aí, tudo bem, mas, os colegas precisa se conscientisar de uma coisa: Como será o formato dos futuros editais, caso o FASC retorne? Estão pensando nisso? Porque se os artistas não participarem dessa construção, isso tem tudo para acabar como é hoje o pré caju, um gigantesco evento que até dizem que faz parte da cultura de nosso estado mas, só beneficia artistas de fora, os de Sergipe ficam fora do bolo. Entendeu? Vai acontecer a mesma coisa com o FASC, se deixar a coisa rolar por conta de sei lá quem, quer dizer: Por quem não tem compromisso com os artistas da terra, nem com a nossa cultura. ENTENDEU? La Cierva. agente cultural e cineasta (de Aracaju, via e-mail) Blogger     
De fato, o manifesto PROFASC aguçou a sensibilidade de artistas e profissionais presentes no dia em que foi entregue a artistas de teatro, dança e circo que estavam reunidos no Teatro Lourival Batista em 20 de março. Foi perceptível a vontade e a lembrança de alguns e a nostalgia de períodos anteriores e hj perceber que está negligenciado. A demonstração escrita do manifesto se expôs e mostrou uma relação de causa-consequência da cultura sergipana. Foi interessante. Jadson Cerqueira de Aracaju, através de e-mail

A retomada do FASC já começou. Você vai ficar só de espectador?

E aqueles que , principalmente estão acima dos quarenta (não exclusivamente), lembre-se de contribuir com a campanha PROFASC, através de depoimento e respondendo a algumas questões
para contribuirmos com sugestões visando diminuir os erros e potencializar acertos. Como??? Confiram abaixo.


Os jovens podem contribuir com depoimentos e sugestões tomando como base aquilo que ouviram dos mais velhos ou das memórias dos festivais mais recente (década de 90 e o de 2005)

http://scprofasc.blogspot.com/2011/04/tem-novo-blog-cultural-no-ar.html

http://scprofasc.blogspot.com/2011/04/memorias-do-fasc-3.html

Museu Histórico de Sergipe convida:

A vida é oca - Te quero - Não tens! - A vida é pouca - Te espero
Não vens?
Venha!

Museu Histórico de Sergipe convida:

INTROSPECÇÃO, POESIA!
Recital com Maria Gloria e Thiago Fragata
Direção: Kassem
Produção: Guilherme Gonçalves e Vânia Dias
Quinta, 28/4, 19 hs.

Um poeta só é muito pouco!

Att.
Thiago Fragata

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Birô Cultural ganha nova etapa e vai a São Cristóvão


Esse curso é muito importante e chegou na hora certa para os agentes cuturais que estão na campanha PROFASC. 


Lúcia do Posto 

Levar aperfeiçoamento em planejamento e viabilização de projetos culturais a artistas, produtores e gestores de cultura das mais diversas regiões de Sergipe. Estes é o principal objetivo do Birô Cultural, projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), através do Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart). O cronograma inicial contemplava nove cidades, mas a Secult conseguiu viabilizar mais uma oficina, que será realizada em São Cristóvão, atendendo a solicitação dos agentes culturais do município.

A edição 2011 do Birô já passou por três cidades - Carmópolis (região Leste), Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão) e Tobias Barreto (região Centro-Sul). O objetivo é atingir todos os territórios de planejamento do Estado. A abrangência das localidades escolhidas visa formar uma rede de mobilização e apoio para participação dos agentes culturais sergipanos em editais de cultura, estaduais e nacionais.

Na visão da secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, a inclusão de mais um município no roteiro de atividades do projeto reflete o sucesso que o projeto vem conquistando por onde passa. “O nosso objetivo com o Birô Cultural é estimular os fazedores de cultura de Sergipe a garantir uma maior participação nos editais culturais de todo o país. Quem já participou das oficinas entendeu o recado e elogiou a iniciativa. Essa boa receptividade levou a um contato entre a Secult e agentes culturais de São Cristóvão, garantindo uma etapa do projeto na cidade que é patrimônio da humanidade”, explica.

Segundo Márcia Avelar, integrante do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São Cristóvão, o pleito partiu da própria comunidade. “Promovemos uma reunião com associações comunitárias e culturais da cidade, e convidamos a Secult para apresentar o Birô Cultural, já que a discussão girava em torno das possibilidades de financiamentos através de editais públicos e privados. O interesse dos participantes foi muito grande e ficou acertada, então, a viabilização de uma etapa do projeto em São Cristóvão”, fala Márcia.

O secretário adjunto de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, lembra que a parceria com os instrutores e o poder público municipal foi importante para a promoção da décima etapa do Birô Cultural em São Cristóvão. “Avaliamos que haveria uma grande procura pela oficina no município, levando em consideração que novas oportunidades estão se abrindo por lá, graças ao título de Patrimônio da Humanidade, então nos adiantamos para viabilizar sua realização.

Os próprios instrutores das oficinas aceitaram ministrá-las voluntariamente e com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, conseguimos contemplar a cidade. Acreditamos que para fortalecer o setor cultural é preciso unir forças e canalizar energias, é desta forma que estamos tentando construir o trabalho da Secult e estamos satisfeitos por conseguir cooptar novos parceiros a cada dia", explica Marcelo.

Inscrições

O Birô Cultural em São Cristóvão acontecerá entre os dias seis e dez de junho.  Os interessados em participar do projeto devem enviar a ficha de inscrição preenchida - disponível no site da Secult - para contato@cultura.se.gov.br. Para mais informações sobre o Birô Cultural, os interessados devem entrar em contato com a coordenação do projeto através do email contato@cultura.se.gov.br ou através dos telefones (79) 3179-1924 e 8819-6901.

Onde o Birô vai passar

O 'Birô Cultural' já passou por Carmópolis e Nossa Senhora das Dores e Tobias Barreto. Outras sete cidades ainda receberão o projeto: Itabaiana (Agreste), Nossa Srª da Glória (Alto Sertão), Laranjeiras (Grande Aracaju), Propriá (Baixo São Francisco), Estância (Sul), Aracaju e São Cristóvão (Grande Aracaju). Em todas elas foi pactuada uma parceria entre a Secult e o poder público municipal.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

MANIFESTO PROFASC


Durante mais de vinte anos ininterruptos, a cidade de São Cristóvão foi palco de um dos festivais de artes mais importantes do país: O Festival de Arte de São Cristóvão ou FASC, como também ficou conhecido, que teve a sua primeira edição realizada no ano de 1972, ocasião em que foi aguardado como o momento maior das comemorações do sesquicentenário da independência brasileira em solo sergipano.
O Festival prosseguiu até 1993, quando foi encerrado por decisão da Universidade Federal de Sergipe, instituição que idealizou e foi a responsável pela organização do evento até aquele ano. Em 1996 e 2006, por exemplo, a prefeitura de São Cristóvão tomou a iniciativa de realizá-lo, sem contudo assegurar a sua continuidade
Durante todo o tempo de sua existência, o festival favoreceu o intercâmbio de uma parcela importante da produção cultural sergipana e brasileira, tanto daquelas de caráter erudito, como das manifestações ligadas às culturas populares ou baseadas no imenso potencial de inspiração que estas proporcionam a poetas, teatrólogos, coreógrafos, músicos, artistas plásticos, cineastas e demais atores culturais.
O FASC também foi um espaço para a descoberta e incentivo de novos talentos artísticos, proporcionando a geração de renda para artistas, intelectuais, técnicos, produtores e para o setor de serviços e comércio, que se beneficiaram dos investimentos governamentais dispendidos para a realização do evento.
Outro aspecto importante foi a divulgação positiva do estado de Sergipe em todo o território nacional, por meio do material institucional e/ou promocional distribuído principalmente para universidades federais, órgãos públicos de cultura e turismo, assim como entidades de representação de artistas e de intelectuais, grupos culturais, órgãos de comunicação etc..
Por tudo isso, a população de São Cristóvão tem se manifestado pelo retorno do Festival de Arte, o que ocorreu especialmente por ocasião da realização das duas primeiras conferências municipais de cultura, a primeira em 2005 e a segunda em 2009 e, ainda, na formulação do diagnóstico cultural elaborado em 2010, a partir da iniciativa GT – Economia da Cultura São Cristóvão (GT-Ecult), sob a liderança da Secretaria de Estado da Cultura e Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia e do Turismo.
Para fortalecer esta demanda em relação a todos os atores sociais e políticos que contribuíram para o sucesso do FASC (UFS, Prefeitura e Governo do Estado, artistas, intelectuais, imprensa e empresas privadas e estatais etc.) está sendo criada uma comissão da sociedade civil, denominada PROFASC, que tem por objetivo reunir cidadãos de São Cristóvão e dos municípios adjacentes para proporem alternativas e sugestões que tornem possível a retomada da realização do FASC com a participação da comunidade, incluindo-o como evento permanente do calendário cultural de nosso Estado.
Esta necessidade foi apontada pelo pesquisador Ribeiro Filho, em dissertação de mestrado, intitulada “Eventos públicos e privados: a elaboração de politicas culturais voltadas para a elaboração da festa. 2008 (UFS)”, na qual afirma que: “O município e a sua população participam do evento apenas como cenário e na qualidade de figurantes”.
É na perspectiva do exercício da cidadania cultural que conclamamos todos os cidadãos sergipanos, especialmente os residentes em São Cristóvão, para somar fileiras visando inaugurarmos uma nova era, no tocante à participação da comunidade nas discussões e decisões relativas ao FASC.
À Prefeitura de São Cristóvão e ao Governo do Estado, solicitamos e esperamos que a mesma postura exitosa da parceria firmada entre a Prefeitura de Laranjeiras e o Governo do Estado, que garantiram a realização ininterrupta e bem sucedida do Encontro Cultural de Laranjeiras, independentemente das alianças partidárias e diferenças políticas, seja também assumida entre aqueles entes governamentais em favor da retomada e continuidade do FASC.
Ao Governo do Estado solicitamos que o conhecimento técnico, os recursos humanos e materiais, bem como possíveis incentivos fiscais, que garantem o patrocínio da iniciativa privada ao Festival Sergipe Verão, aos festejos juninos e ao PRECAJU, sejam também utilizados em favor da realização do FASC.
À Universidade Federal de Sergipe solicitamos que disponibilize o conhecimento técnico e os recursos humanos, materiais e financeiros necessários para a obtenção do patrocínio dos Ministérios da Educação, Cultura e Turismo e empresas estatais.

Comissão da Sociedade Civil PROFASC – São Cristóvão, 12 de Março de
2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O QUE PODEMOS APRENDER COM O FESTIVAL DE INVERNO DE OURO PRETO?


Por dentro do Festival

O primeiro Festival de Inverno de Ouro Preto ocorreu em 1967. Foi formatado inicialmente por um grupo de professores da escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais com o intuito de levar a arte à coletividade. Realizado em Ouro Preto como atividade de extensão, o festival teve uma segunda e consolidada edição em 1968. Apesar da forte repressão da ditadura militar, o evento realizado neste e nos anos seguintes propiciaram espaços para o debate e reflexão, englobando questões políticas em âmbito nacional e internacional.  Em 2004, a Universidade Federal de Ouro Preto assume a realização do festival, envolvendo também a cidade de Mariana com a proposta de integração das atividades culturais nas duas primeiras capitais de Minas Gerais.

O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes, mantém sua visão de extensão universitária, tendo uma preocupação especial com a comunidade. Compreendido como uma forma de concretização das manifestações culturais abre à população e visitantes diversas possibilidades de encontro, descobertas, conhecimento e intercâmbio. A cada ano o festival de inverno se firma como um dos maiores festivais do gênero nos país, tornando a  região dos inconfidentes um dos principais roteiros culturais do Brasil  durante o mês de julho.

Todas as atividades do festival são pensadas e executadas a partir de um eixo temático que incorpora as peculiaridades regionais, as inovações em todo o país e os ecos de propagação internacionais. O caráter artístico e educacional valoriza o espírito coletivo e garante a continuidade do processo de repensar praticas salvaguardando as bases culturais que constituem a sociedade, seus valores e a continuidade de sua história.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ato Cultural Marca a Candidatura da Praça São Francisco e as Políticas Públicas Culturais em Sergipe


fonte:  

http://porsaocristovao.blogspot.com/2010_06_01_archive.html

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Grupos folclóricos também celebravam a cultura na Praça São Francisco (foto: Cleverton Silva, 2010).

A tarde chuvosa não esfriou os ânimos da equipe da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da população, representada por sancristovenses, laranjeirenses, aracajuanos e pessoas de outros municípios. O ato cultural, mais do que um ato em favor da Praça São Francisco, candidata a Patrimônio da Humanidade junto à Unesco, foi um ato de valorização da cultura material e imaterial do povo sergipano por parte do Ministério da Cultura (MinC) e o Governo de Sergipe, através da Secult.

A programação, iniciada às 17h, foi composta pelo descerramento da placa de inauguração da nova iluminação da Praça São Francisco; do lançamento do PAC Cidades Históricas, assinado também pelos Prefeitos Alex Rocha (São Cristóvão), Edvaldo Nogueira (Aracaju) e Ione Sobral (Laranjeiras), que estiveram presentes no evento; da liberação de verbas para a criação de telecentros digitais, modernização de bibliotecas e para o Programa Mais Cultura, que visa incentivar iniciativas da sociedade civil na área cultural.

Juca Ferreira, Ministro da Cultura, chegou acompanhado de Marcelo Deda e concedeu entrevista (foto: Cleverton Silva, 2010).

A população prestigiou, muitos com a camisa da campanha (foto: Cleverton Silva, 2010).

Luis Fernando de Almeida, Presidente do Iphan, ressaltou os avanços da entidade na salvaguarda dos bens patrimoniais, ressaltando ainda que a Praça São Francisco, por ser a única no Brasil concebida de acordo com o código urbanístico espanhol e durante o período da União Ibérica (onde Portugal e Espanha se uniram sob única Coroa, a de Felipe II, de 1580 a 1598, seguindo até 1640).
Luis Fernando de Almeida, do Iphan (foto: Cleverton Silva, 2010).

Em seguida Eloísa Galdino, Secretária de Estado da Cultura, falou dos avanços na pasta e agradeceu o apoio de outros secretários como Oliveira Junior, da Casa Civil, para realizar o seu trabalho na área cultural. Logo após, o Prefeito Alex Rocha falou da grande expectativa em torno da candidatura da Praça São Francisco, mas também das limitações do município em termos de receita, e do período de "abandono" do município nos últimos 20 anos. Alex aproveitou as autoridades presentes para cobrar melhorias na Rodovia João Bebe-Água, que serve como alternativa mais rápida para chegar a Aracaju em relação à BR-101. Cobrou também a realização do Festival de Arte de São Cristóvão (Fasc), festival que aconteceu no município do final dos anos 1970 até 2005 e que atualmente é "patenteado" pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O Reitor Josué Modesto Subrinho estava presente.
Eloísa Galdino, durante discurso (foto: Cleverton Silva, 2010).

Logo após, o Ministro Juca Ferreira, baiano, revelou que morou em Salgado por um tempo em sua infância e que já esteve antes em São Cristóvão. O Ministro se mostrou disposto a apoiar a retomada do Fasc, que ele disse ter frequentado muito, e que ficou triste em saber que não é mais realizado. Juca Ferreira propôs que, através da Fundação Nacional de Artes (Funarte) presidida pelo ator Sérgio Mamberti (o Tio Victor, do Castelo Rá-Tim-Bum), o Governo Federal atue em prol da retomada do FASC.
Min. Juca Ferreira, durante discurso (foto: Cleverton Silva, 2010).

Juca Ferreira ressaltou ainda avanços em termos de recursos no MinC, que na sua gestão atingiu a cifra dos bilhões em repasses anuais, repasses que no governo Lula deixaram de beneficiar apenas o eixo Rio/São Paulo para se expandir a todas as regiões do Brasil. Segundo o Ministro, no governo anterior, o eixo Rio/São Paulo ficava com cerca de 80% de toda a verba disponibilizada pelo Ministério da Cultura. Outro dado importante anunciado pelo Ministro é o de que quase todos os municípios brasileiros já possuem bibliotecas. O Ministro encerrou sua fala com otimismo, dizendo que a Praça São Francisco será Patrimônio da Humanidade.
Deda encerrou o discurso com o slogan da campanha da Praça São Francisco: "São Cristóvão, berço de Sergipe, Patrimônio da Humanidade" (foto: Cleverton Silva, 2010).

Encerrando a solenidade, o Governador Marcelo Deda lembrou nome de sergipanos como Manoel Bomfim e João Ribeiro, que levaram Brasil afora o conhecimento sobre a cultura sergipana, ressaltou as obras realizadas em São Cristóvão, como a duplicação de um trecho da Rod. João-Bebe-Água e as obras solicitadas pela Unesco em benefício da candidatura da Praça São Francisco e da população de São Cristóvão. Destacou ainda que Gilberto Gil, como Ministro da Cultura do Governo Lula antecedendo Juca Ferreira, quebrou um grande tabu: mostrar que um bom artista também pode ser um grande gestor público na área cultural, destacando Gilberto Gil como um dos grandes responsáveis por grandes avanços no MinC em prol da cultura nacional.
O Museu Histórico de Sergipe, com seu cinquentenário em 2010, inaugurou a sala Horácio Hora (foto: Cleverton Silva, 2010).

Cores e movimentos dão vida à Praça São Francisco (foto: Cleverton Silva, 2010).

O Cruzeiro e o Convento São Francisco, um belo Cartão Postal (foto: Cleverton Silva, 2010).

Logo após, as autoridades seguiram para a inauguração da sala de exposições Horácio Hora, do Museu Histórico de Sergipe, que contém acervo do artista laranjeirense que seguiu carreira em Paris, no século XIX. Enquanto isso, grupos folclóricos saíam em cortejo ou dançavam na Praça São Francisco, embelezando-a com belos movimentos. A Lira Sancristovense também se apresentava na praça.Cleverton Silva

O BLOG DO PROFASC NA PRESTIGIADA AGENDA DIGITAL PROGCULTBLOG

Está no ar o blog de apoio à volta do

FESTIVAL DE ARTE DE SÃO CRISTÓVÃO

O proFASC é uma "Comissão da sociedade civil que reune cidadãos de São Cristóvão e dos municípios adjacentes com o objetivo de propor alternativas e soluções para que torne possível a retomada da realização do FASC de forma ininterrupta, contemplando a participação da comunidade."




Confira:
http://progcultblog.blogspot.com/







A COMISSÃO PROFASC NO JORNAL DA CIDADE (ARACAJU)

Apoio ao Profasc
Integrantes do Profasc – movimento que luta pelo retorno do Festival de Artes de São Cristóvão – estiveram reunidos na tarde de ontem com a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino. A gestora reafirmou seu apoio ao grupo e disse que a Secult quer ter participação no evento, que é promovido pela UFS e Prefeitura de São Cristóvão.


http://www2.jornaldacidade.net/osmario.php?id=5122

A COMISSÃO PROFASC NO JORNAL DO DIA (ARACAJU)

http://www.jornaldodiase.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=184201110252595899


FASC

Ganha força o Movimento pela Retomada do Festival de Arte de São Cristóvão. A Comissão Pró FASC ganhou simpatia e apoio da secretária Eloísa Galdino, da Cultura. Tomara que vingue. O FASC foi um dos eventos culturais mais importantes e badalados da terra do Cacique Serigy. O pessoal se reuniu ontem em São Cristovão para entoar o ritmo Pró FASC.

SEMINÁRIO

A Galera Pró FASC pretende organizar um seminário com a temática Repensando o FASC e também uma mostra artístico cultural PREFASC, com objetivo de divulgar a campanha e comprometer os cidadãos e poderes públicos com a retomada e continuidade do FASC em uma perspectiva mais ampliada.

Parabéns a todos que estão na luta pelas questões culturais.


Laura Chaves disse...
Que felicidade saber que no estado do Sergipe existe um projeto de evento de artes tão antigo. Meu nome é Laura Chaves, sou formada em teatro pela UNIRIO, hoje trabalho na Universidade Estadual de Maringá e adquiri um sitio na cidade de Estancia, e dentro de alguns anos estarei morando definitivamente em Aracaju. Tenho andado bem atenta com a política cultural desse estado. Em junho estarei passando o mês inteiro por aí, e se tiver condições de conhecer pessoas da área cultural ficarei muito contente. Parabéns a todos que estão na luta pelas questões culturais.

Relatório da reunião da comissão PROFASC com a Secretaria de Estado da Cultura


Dia: 13 de abril de 2011 
Local:  Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPDE) - Aracaju (SE).

Inicialmente a secretaria Eloísa Galdino afirmou considerar muito importante esta iniciativa de organização da sociedade civil  de mobilização em favor da retomada e continuidade do FASC, levando em consideração, entre outras razões,  o significado  do  FASC para a  história cultural de  Sergipe. A secretária vê com bons olhos a iniciativa e se dispõe a somar com o esforço coletivo da comissão.

Ressaltou que o projeto de realização do FASC já tinha sido pactuado em 2010 com a antiga gestão do Ministério da Cultura, mas em função do processo eleitoral, de questões orçamentárias e mudança de gestão no âmbito do MINC, o processo não teve uma conclusão satisfatória.


Após a reunião, o compromisso maior da Eloisa Galdino com a comissão é a busca de entendimento formal com a secretária municipal de cultura de São Cristóvão visando alinhar um conjunto de propostas para avançar na realização do FASC 2011. Para isto, aventou como uma das possibilidades a ser discutida com a professora Aglaé Fontes, a formação de  uma comissão por meio de decreto estadual ou municipal,  contemplando os atores institucionais envolvidos na construção do FASC 2011, inclusive a representação da  comissão da sociedade civil PROFASC.
 
Foi informado  na audiência a questão do contingenciamento do orçamento federal e estadual impondo um corte nos gastos da ordem de 50% nos investimentos.  Em função disso, foi destacado a importancia da busca de um leque de parcerias mais amplos, incluindo outros orgãos da esfera federal,  estadual, parlamentares (por meio de emendas), além de empresas privadas e estatais e a realização de um festival condizente com a realidade orçamentária atual .

Foi destacado por Eloisa Galdino e pelo secretário adjunto Marcelo Rangel que a  comissão tem um papel importante também neste sentido, porque oferece  o respaldo da sociedade local as demandas culturais  enviadas para o poder público e a outros parceiros.

O secretário adjunto responsável pela coordenação da  produção do diagnóstico cultural do Grupo de Trabalho de Economia da Cultura (GT-Ecult), lembrou  que a demanda em favor da retomada do FASC, também  foi apresentada neste processo inicial de diagnóstico, o qual é parte de  um conjunto de ações e processos que o governo do estado deseja implementar, e que teve como  marco inicial   a  conquista  do título de patrimônio universal para a praça  São Francisco, o qual também foi resultado de uma parceria poder público e comunidade.

No segundo e último compromisso assumido com a comissão,  o Sr. Marcelo Rangel se dispôs a apresentar em audiência pública para os cidadãos de São Cristóvão o relatório final do diagnóstico cultural  e mais, apresentar algumas ações que já contam com financiamento assegurado para a sua execução.
  
Por último, a comissão PROFASC deu conhecimento a Sra. Eloisa Galdino e demais membros da equipe   a respeito da realização do seminário PROFASC, agora com a participação da comunidade, quando se estará fazendo uma memória dos FASCs anteriores, tendo como base a participação,de pesquisadores que fizeram  trabalhos acadêmicos ligados ao tema,  ausculta da comunidade acerca dos seus desejos e necessidades para um FASC redivivo e sensibilização da juventude local para o engajamento na mobilização no PROFASC.


Viva o FASC, viva São Cristóvão, viva João Bebe Água.


Marcos Santana disse...
Eu tinha apenas 12 anos de idade quando aconteceu o 1º Festival de Arte de São Cristóvão - FASC. A nossa pequena cidade ficou cheia de gente. De repente uma trupe invadiu nossas ruas e vielas; homens e mulheres, muitos cabeludos, armaram suas barracas nas nossas praças. Foram três dias de magia. Depois deste primeiro FASC, muitos outros aconteceram. Até alguns que se apoderaram dessa denominação (FASC) mas que da idéia original nada tinham. O último FASC aconteceu em 2005 e eu já tinha 46 anos e pude reviver deliciosamente os dias de magia que vivi na minha adolescência. Que venha de novo o FASC. E que venha pra nunca mais ir embora. Viva o FASC, viva São Cristóvão, viva João Bebe Água.

TEM NOVO BLOG CULTURAL NO AR

O blog do movimento PROFASC (http://scprofasc.blogspot.com) já está no ar e se constitui em um canal de comunicação com a sociedade para a divulgação das idéias e ações da comissão encarregada de coordenar o processo de mobilização e articulação de agentes culturais, artistas e intelectuais, além da formulação de propostas para as instituições encarregadas da redação do projeto, captação dos recursos e prestação de contas referentes ao investimento aplicado (Prefeitura de São Cristóvão, Governo de Sergipe e Universidade Federal de Sergipe).


Você pode participar dessa mobilização, mesmo morando em outro estado e em outro país, da seguinte forma:


Escrevendo e enviando um depoimento pessoal sobre a sua memória afetiva e estética relacionada ao FASC. (três depoimentos já estão disponíveis). Esse depoimento pode ser também em forma de desenho, poesia, crônica, conto ou gravado em vídeo.


Disponibilizar fotos, gravações de vídeo e recorte de jornais para que possamos digitalizar e publicar no blog. Se estiver digitalizado, melhor ainda.


Pode-se também enviar uma avaliação sobre o FASC anteriores em termos negativos e positivos, no que diz respeito às seguintes questões: infra-estrutura (espaços físicos, sonorização, palcos, iluminação, banheiros, alimentação, limpeza, hospedagem e etc.), programação artística e acadêmica, diálogo com a comunidade, benefícios e prejuízos para a cidade e seus moradores e o que mais você achar pertinente.


As opiniões acima serão incorporadas a Carta de Sergipe PROFASC, produto principal do Seminário Repensando o FASC – Agora com a participação da comunidade, o qual será realizado em 28 de maio, na cidade de São Cristóvão.


Pedimos o repasse desse comunicado às redes sociais online da qual você participa.


Outras novidades culturais em:




HTTP://consorciocultural.blogspot.com

DE MADRID (ESPANHA)

Sem querer entrei para ver este blog e que agradavel ler estes relatos.

Um abracao a todos e que retorne o fasc, sem eu mesmo ter conhecido, heheheh.


Tigu Guimaraes, desde madrid.

Integrante da comissão PROFASC obtém apoio do novo chefe da representação nordeste do ministério da cultura.



O educador e ativista cultural Zezito de Oliveira, integrante da comissão PROFASC, esteve reunido nesta segunda feira (18.04), com o novo chefe da representação nordeste do MINC, Fábio Lima e apresentou a demanda de retomada e continuidade do FASC, como uma das prioridades para a cena cultural sergipana, no que foi prontamente apoiado pelos demais participantes da reunião.

O novo chefe da representação nordeste do MINC, também ativista cultural e com experiência na área de assessoria parlamentar federal e de gestão cultural no Rio Grande do Norte,  está em Aracaju para participar da reunião da CNIC e se reuniu com  ativistas culturais locais  para conhecer as demandas para  o ministério da cultura e os avanços locais no campo das políticas culturais, Fábio Lima  também fez uma rápida explanação  da conjuntura nacional no campo das políticas culturais.

Como pretende ficar em Aracaju até quinta-feira, o novo chefe da representação nordeste do MINC, se colocou a disposição para conversar com a comissão PROFASC e com  a secretária de cultura de São Cristóvão,  comprometendo-se em acompanhar o trâmite formal do projeto FASC 2011 em Brasilia, para isso, ele solicitou uma cópia do projeto e o número de cadastro no siconv (portal de convênios do governo federal).

Como não dispõe da cópia do projeto e do número de inscrição no siconv, Zezito de Oliveira comprometeu-se em entrar em contato com a professora Aglaé Fontes, para que o material seja disponibilizado, além de ter acertado o agendamento de uma reunião ampliada da comissão e secretária de cultura de São Cristóvão com Fábio Lima.

Zezito de Oliveira
Educador, produtor e ativista cultural
79 9993-4483
zezitodeoliveira@gmail.com

Birô Cultural ganha nova etapa e vai a São Cristóvão

(Divulgação)

Levar aperfeiçoamento em planejamento e viabilização de projetos culturais a artistas, produtores e gestores de cultura das mais diversas regiões de Sergipe. Estes é o principal objetivo do Birô Cultural, projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), através do Fundo de Desenvolvimento Cultural e Artístico (Funcart). O cronograma inicial contemplava nove cidades, mas a Secult conseguiu viabilizar mais uma oficina, que será realizada em São Cristóvão, atendendo a solicitação dos agentes culturais do município.

A edição 2011 do Birô já passou por três cidades - Carmópolis (região Leste), Nossa Senhora das Dores (Médio Sertão) e Tobias Barreto (região Centro-Sul). O objetivo é atingir todos os territórios de planejamento do Estado. A abrangência das localidades escolhidas visa formar uma rede de mobilização e apoio para participação dos agentes culturais sergipanos em editais de cultura, estaduais e nacionais.

Na visão da secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, a inclusão de mais um município no roteiro de atividades do projeto reflete o sucesso que o projeto vem conquistando por onde passa. “O nosso objetivo com o Birô Cultural é estimular os fazedores de cultura de Sergipe a garantir uma maior participação nos editais culturais de todo o país. Quem já participou das oficinas entendeu o recado e elogiou a iniciativa. Essa boa receptividade levou a um contato entre a Secult e agentes culturais de São Cristóvão, garantindo uma etapa do projeto na cidade que é patrimônio da humanidade”, explica.

Segundo Márcia Avelar, integrante do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São Cristóvão, o pleito partiu da própria comunidade. “Promovemos uma reunião com associações comunitárias e culturais da cidade, e convidamos a Secult para apresentar o Birô Cultural, já que a discussão girava em torno das possibilidades de financiamentos através de editais públicos e privados. O interesse dos participantes foi muito grande e ficou acertada, então, a viabilização de uma etapa do projeto em São Cristóvão”, fala Márcia.

O secretário adjunto de Estado da Cultura, Marcelo Rangel, lembra que a parceria com os instrutores e o poder público municipal foi importante para a promoção da décima etapa do Birô Cultural em São Cristóvão. “Avaliamos que haveria uma grande procura pela oficina no município, levando em consideração que novas oportunidades estão se abrindo por lá, graças ao título de Patrimônio da Humanidade, então nos adiantamos para viabilizar sua realização.

Os próprios instrutores das oficinas aceitaram ministrá-las voluntariamente e com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, conseguimos contemplar a cidade. Acreditamos que para fortalecer o setor cultural é preciso unir forças e canalizar energias, é desta forma que estamos tentando construir o trabalho da Secult e estamos satisfeitos por conseguir cooptar novos parceiros a cada dia", explica Marcelo.

Inscrições

O Birô Cultural em São Cristóvão acontecerá entre os dias seis e dez de junho.  Os interessados em participar do projeto devem enviar a ficha de inscrição preenchida - disponível no site da Secult - para contato@cultura.se.gov.br. Para mais informações sobre o Birô Cultural, os interessados devem entrar em contato com a coordenação do projeto através do email contato@cultura.se.gov.br ou através dos telefones (79) 3179-1924 e 8819-6901.

Onde o Birô vai passar

O 'Birô Cultural' já passou por Carmópolis e Nossa Senhora das Dores e Tobias Barreto. Outras sete cidades ainda receberão o projeto: Itabaiana (Agreste), Nossa Srª da Glória (Alto Sertão), Laranjeiras (Grande Aracaju), Propriá (Baixo São Francisco), Estância (Sul), Aracaju e São Cristóvão (Grande Aracaju). Em todas elas foi pactuada uma parceria entre a Secult e o poder público municipal.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Participacao de Lucia do Posto no blog PROFASC

CLIQUE EM CIMA DA IMAGEM PARA AMPLIAR

Lucia do Posto, obrigado Gal pelo desenho  ele tem um sentido brilhante.
Olha ele esta mostrando o grito do povo pela volta do FASC.

Eu, Lucia do Posto, lembro do FASC do ano 1972 a 1993, foi o período dos grande festivais de arte. Eu via a cidade cheia de pessoas de todas raças e situacões social e econômica diferente, mas , falando a mesma lingua cultural. O manifesto vem trazendo a vontade do povo da cidade pela volta do FASC.


PARA SABER MAIS,  CLIQUE EM CIMA DAS PALAVRAS NA COR LARANJA .

MEMÓRIAS DO FASC (3)

CLIQUE ACIMA PARA AMPLIAR A IMAGEM

Os dias em que se realizava o Festival de Artes de São Cristovão, o FASC, eram marcados por  um clima de liberdade e magia que decorriam da união de artistas e visitantes na procura da beleza estética nas suas mais diferentes manifestações populares, nascidas das entranhas do povo simples de nossa terra. 

Entretanto, a beleza que marcava o FASC não estava apenas nas apresentações artísticas e culturais, mas também na multifacetada aparência do público que para lá afluía de todo o Estado de Sergipe e além fronteiras: eram “bichos-grilos”, hippies, estudantes de “aparência comportada”, intelectuais, artistas consagrados e outros em busca de seu lugar ao sol, artesões e vendedores de doces e petiscos. 

Como nunca fui de hábitos noturnos, voltava cedo para casa, em Aracaju, o que me fazia perder os espetáculos e atrações que iam noite a dentro. Mas, pela manhã, logo cedo,  no sábado e no domingo, 
retornava à quarta cidade mais antiga do Brasil para respirar aquele ar de alegria e beleza, apreciando as barracas de dormir armadas nas praças ou  próximo às igrejas. Completava o cenário as barracas dos vendedores montadas no passeio que circundava as praças e mesmo em um dos lados de algumas  ruas mais largas.

Sentia-me culturalmente iluminado, na feliz expressão cunhada pelo professor Zezito. Violência, se havia, nunca presenciei. Mas via a solicitude com que a população local acolhia os visitantes e artistas populares. 

No começa da tarde, os grupos folclóricos começavam seu desfile pelas ruas estreitas da velha capital. 

Os brincantes, muitos deles idosos, esbanjavam uma vitalidade de nos dar inveja, a nós, os jovens de então: dançar samba de coco, de pareia, naquelas centenárias ruas de calçamento irregular,  sob um sol escaldante e  trajes que muitas vezes aumentava o calor, não era para qualquer um. Só quem via sentido para sua vida naquelas brincadeiras era capaz de suportar o cansaço com um sorriso de satisfação estampado no rosto: era um momento de glória ser visto  por milhares de visitantes que apreciavam o espetáculo proporcionado por aquelas pessoas simples, do povo de São Cristovão, e de outras cidades sergipanas e nordestinas. 

Havia muito mais a ser visto, mas a lente de meu interesse mirou apenas o que havia de mais popular naquele que foi um dos maiores festivais de artes do País. 

Que o FASC retorne, “para o bem de todos e felicidade geral da nação” !

Hora Reis

domingo, 17 de abril de 2011

33º Festival de Artes de São Cristóvão

Desde 1972 abrigando um dos maiores e mais importantes eventos culturais do Estado de Sergipe, não é à toa que a histórica cidade de São Cristóvão é também conhecida como a capital sergipana da arte e da cultura. Principalmente entre as décadas de 70 e 80, o Festival de Artes de São Cristóvão teve um papel fundamental na consolidação do cenário artístico sergipano. Após alguns anos de enfraquecimento provocado por desvios políticos e ideológicos, a 33ª edição do FASC, que acontece nos dias 09, 10 e 11 de dezembro, promete retomar com força sua importância e abrangência de outrora, recolocando a pequena São Cristóvão no circuito dos grandes acontecimentos culturais do país.

Serão nove mostras - de circo, teatro, cinema, música, artes plásticas, dança, literatura e folclore - acontecendo simultaneamente em três palcos abertos, posicionados em pontos estratégicos da quarta cidade mais antiga do Brasil, localizada a cerca de 23 quilômetros da capital, Aracaju. Performances, shows, oficinas, seminários e mesas redondas fazem parte da programação, que prevê o diálogo da cultura local com representações de destaque de outros Estados, a exemplo da presença do grupo de teatro mineiro Galpão, o Guerreiro de Alagoas, o Maracatu Nação Porto Rico de Pernambuco, Mestre Salu das rabecas de Olinda, entre outros. Destaque para a montagem de um café literário com o estímulo à criação de blogs pelos visitantes e para as instalações e intervenções que estarão sendo realizadas por oito artistas plásticos ao longo de todo o evento em diversos pontos da cidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MEMÓRIAS DO FASC (2) Araripe Coutinho :: Do Festival de Arte a Ceci e Peri de Horário Hora


3/8/2010

A emoção é sempre algo vacilante, faz-nos sentir crianças e ao mesmo tempo grandes. Emoção está cada vez mais rara nos dias de hoje. "Tempo  de partido, tempo de homens partidos" - diria nosso poeta de Itabira, Drummond.
 
Ao receber o título de Patrimônio da Humanidade pela Unesco, a Praça de São Francisco na cidade de São Cristóvão, 4ª cidade mais antiga do Brasil, é elevada ao grau de importância para o mundo que ela sempre, na verdade, teve, independente do título ou não. Agora, evidente, de fato e de direito.

A Praça de São Francisco está  localizada no centro da cidade e é cercada pelas também históricas igreja de São Francisco, Convento de  São Francisco, Capela da Ordem Terceira - atualmente sede do Museu de  Arte Sacra -, Santa Casa, Igreja da Misericórdia e Palácio  Provincial. 


A praça é a única no Brasil com um traçado urbanístico de origem tipicamente da colônia espanhola. Sua construção é do período  conhecido como União Ibérica (1580-1640), quando os reinos de Portugal e Espanha tiveram como único soberano os reis Felipe II, Felipe III e  Felipe IV da Casa da Áustria.

Tirando os dados históricos , a Praça São Francisco, na verdade, guarda uma peculiaridade belíssima para o povo de Sergipe. Foi nela que vi mais de dez festivais de Arte de São Cristóvão, organizados  pela Universidade Federal de Sergipe, quando não era, como hoje, oficiosa. Ali, se apresentaram centenas de grupos nacionais e internacionais sob a batuta de intelectuais e mestres como Albertina Brasil, João Cardoso do Nascimento, então reitor e Luiz Bispo que fora nomeado pelo Presidente Médici para ser o novo magnífico, sob a idéia de Núbia Marques, já professora da UFS e poeta consagrada. Isso em 1972. De la pra cá a Praça São Francisco, hoje patrimônio da Humanidade, recebeu vários grupos do Brasil inteiro, alunos e artistas consagrados que fizeram aquele espaço se imortalizar. Foram emoções  grandes, espetáculos inesquecíveis de balé, dança contemporânea,  música, circo, folclore, literatura e cinema, oficinas de artesanato, mostra de livros, recitais, teatro, gastronomia e festa, muita festa.

Da formação do Fasc até quando ele conseguiu resistir, porque o atual reitor, Josué Modesto dos Passos Subrinho, fez a proeza de enterrá-lo,  passaram nomes gloriosos da UFS. 

O Fasc mais rico foi sem dúvida, o que tinha Maria da Glória Santana de Almeida, a professora Glorinha, à  frente. 


Ela era Pró-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários e  conseguiu junto aos Ministérios uma fábula em dinheiro, prestigiando todos os artistas e grupos importantes. Foi a glória! De vários  reitores me lembro de Aloísio de Campos, Gilson Cajueiro de Holanda, Eduardo Antonio Conde Garcia, Clodoaldo Alencar Filho (um apaixonado  pelo Fasc), além de nomes como José Carlos Teixeira, Thétis Nunes, Luiz Fernando Ribeiro Soutelo, Lu Spinelli, Maria Nely dos Santos,  Terezinha Oliva, Francisco José Alves, Luiz Antônio Barreto e Aglaé  Fontes de Alencar, Luiz Eduardo Oliva, João Costa, Tereza Prado, Eluzia Carvalho, Gizelda Moraes, José Costa, Fernando Lins, Jorge lins e tantos outros.

Ali naquela praça não está faltando ele, porque passaram Grupos como Corpo, Balé de Belo Horizonte, Ilê Ayê (Salvador), Companhia dos Homens(Recife), Alejandro Moro jazz Quarteto (Buenos Aires), Wagner Tiso, Nando Reis, Paulinho da Viola, Alceu Valença, Otto e tantos  inesquecíveis nomes.

 
A arte de Sergipe na música também foi destaque sempre, ali na praça, de Nino Karva à reação, de Amorosa à Joésia Ramos, Naurea ao quinteto de cordas, orquestras, Antonio Carlos Du Aracaju a Chico e Antonio Rogério, Patrícia Polayne e Crys Emmel, além de tantos que incendiaram o palco com seus talentos. A Praça São Francisco guarda em si a grande glória de tudo isso. Dos  bracelets, que as freiras fazem iguais na suissa, à queijada de dona Geninha que, quando viva, enrolava-as em papel cor de rosa e verde, aquele velho papel de pão; de Vesta Viana endeusada por Jorge Amado e  Zelia Gati por sua obra - tudo ali é mágico, é poético, é deslumbrante.




Mas o mais divino e ambicioso prêmio da Praça São Francisco, além de sua gente, sua arte e seu significado, é o Museu Histórico de São Cristóvão, localizado ali, na Praça São Francisco, que guarda a mais bela obra "Ceci e Peri",de Horácio Hora, o pintor sergipano que morreu  em Paris, enterrado no Père-Lachaise, onde estão nomes como Honoré de Balzac, Paul Éluard, Oscar Wilde, La Fontaine, Piaf, Chopin, Allan Cardec, Molière, Marcel Proust, Raymond Roussel e foi erroneamente transladado para Laranjeiras, sua terra natal, estando servindo de esterco para cavalos amarrados ao seu monumento. Ele que estava  enterrado no mais nobre cemitério da França ao lado também de Victor Hugo. Mas nada disso tira a imagem de Ceci e Peri, imortalizada por Horácio, inspirada na obra de José de Alencar, uma das mais belas  páginas da literatura mundial. Ceci e Peri, por si só, já remete à Praça São Francisco ao título de patrimônio da humanidade. Isso falo porque é impossível não chorar diante da tela. A moça branca deitada no barco, protegida pelo índio, como num filme de Visconti, uma ópera de Villa Lobos. Atentamos também para o Museu de Arte e Sacra que guarda as mais belas imagens já vistas no país, depois de Ouro Preto, onde um dia, Clodovil, chorou ao visitar.


Por tudo isso, diante da janela do museu, que dá para o pátio do convento, vendo as folhas verdes dos antúrios entremear o espaço cortando a tarde, cujo sol é lilás e a brisa verde, é que a Praça São Francisco, tão bem cultuada pelo historiador Thiago Fragata, é hoje um portal vivo de lágrimas e riqueza. Riqueza eterna, essa que o tempo não corrói.



Araripe Coutinho Poeta e escritor. Dentre suas poesias estão: O Amor Jaz, Face Morta e De avelãs e Mortes. Autor de vários livros, Coutinho é conhecido no Estado por sua produção cultural e pelo seu programa de entrevistas, quando apresentou novos e antigos talentos da literatura sergipana.

MUDANÇA DA CAPITAL

Na semana que marca o aniversário de 155 anos de Aracaju, João Jatobá foi ao encontro da Professora Nely dos Santos para falar sobre mudança da capital. Afinal de contas, Aracaju é um caso interessante de cidade que já nasceu capital.

Segundo a Professora Nely, alguns dos motivos para a mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju foram tanto geográficos quanto políticos, e tinham a ver com o capitalismo e a expansão comercial da época. A necessidade de escoar a produção açucareira por mar, por exemplo, não favorecia São Cristóvão, e apontava a necessidade de procurar uma nova sede para a capital sergipana, com capacidade portuária.

Algumas cidades do Vale do Cotinguiba foram cogitadas, mas coube a Aracaju ser a nova capital da Província, com o presidente Joaquim Inácio Barbosa sendo o responsável por convencer os deputados e sancionar a mudança para a nova capital.

Aracaju não nasceu do zero, como alguns podem ser tentados a pensar. Já havia um povoamento - Santo Antônio de Aracaju – com escola e igreja, fazendas e casebres.

Bom, o povoado de Santo Antônio de Aracaju virou cidade e ganhou o status de capital. Mas ainda precisava ganhar ares de capital. A região repleta de manguezais, brejos e alagadiços foi gradativamente aterrada para receber a estrutura de cidade semelhante a luminosa Paris. O projeto ficou a encargo do engenheiro militar Sebastião Basílio Pirro. O traçado era semelhante a um tabuleiro de xadrez.

Alguns fatos curiosos a respeito de fatos curiosos maçaram essa mudança. 
 
Um deles, diz respeito aos funcionários públicos da antiga capital, que teriam ido dormir sabendo que suas repartições, antes situadas em São Cristóvão, tinham sido transferidas para a nova capital durante a noite. Eles se viram obrigados a rumar para Aracaju para poder trabalhar.
Depois da mudança, se levantou uma figura chamada João Nepomuceno Borges... Você com certeza já deve ter ouvido falar de João Bebe-Água. Ele organizou uma revolta popular com cerca de 400 homens armados pra combater a mudança. Mas o padre da cidade conseguiu apaziguar a multidão pra não usarem de violência. Tinha até umas trovinhas que o pessoal cantava em protesto...
O Barão tá no inferno
O Batista na profunda
O caatinga vai atrás
Com o cofre na cacunda
O ódio expresso na trova é pelo Barão de Maruim, o deputado João Batista Sales e Inácio Barbosa, que ganhou o apelido de “o caatinga”.

João Bebe-Água tinha tanta certeza de que a capital de Sergipe voltaria a ser São Cristóvão, nem que fosse por um dia, que profetizou o fato. Até guardou uns rojões pra soltar no dia. Morreu sem pisar os pés em Aracaju.
E não é que a profecia se cumpriu? Justamente na abertura do I Festival de Arte de São Cristóvão, em 1972, o então governador de Sergipe, Paulo Barreto, decretou a transferência da capital para São Cristóvão por 24 horas. Os sinos da cidade toda tocaram e teve os tais foguetes pipocando. Dito e feito!

Daí pra frente, a cidade avançou, cresceu pra todos os lados, mas não de forma tão ordenada quanto o engenheiro Pirro planejou. Nem por isso, Aracaju deixou de ganhar contornos exuberantes, nas ruas e avenidas, nas praças e praias que a tornaram tão famosa em todo Brasil.

Já se vão 155 anos de uma Aracaju que ainda é menina, uma capital jovem que conquista o coração de quem vem aqui pela primeira vez. Tem gente que sempre volta, e tem gente que nem quer sair mais daqui. Aracaju sempre acolhe a todos de braços abertos.Parabéns Aracaju! Aproveite pra conhecer ainda mais os encantos da nossa cidade, se tornou a capital da qualidade de vida.

O FASC PARA MIM

tários:



MULHER CMO ENTEDER disse...
Fasc para mim tem um significado muito especial pq foi lá que eu aprendi que a cultura tem papel importante não so para comunidade mas para um éstado .
profasc disse...
Grato pela visita e participação. Que tal escrever um texto com mais detalhes sobre a sua experiência com o FASC.

O MANIFESTO PROFASC INSPIRANDO ARTE

Sobre a imagem que fiz agorinha para esse Manifesto: Inspirei-me na vontate guardada no peito de todos nós sancristovense, pronto pra explodir!!

http://gladstonbarroso.blogspot.com/2011/04/manifesto-profasc.html

Secretária reafirma seu apoio ao retorno do Fasc

Fonte: http://www.divirta.se.gov.br

14-04-11

A secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, reuniu-se na tarde de quarta-feira, 13, na sala de reuniões da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPDE), com integrantes do Profasc - movimento que luta pelo retorno do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc). A gestora reafirmou seu apoio ao movimento e discutiu a reintrodução do Fasc no cenário cultural sergipano.

À frente da reunião, Eloísa destacou a importância do retorno do festival, como também, medidas institucionais que foram tomadas em prol do evento. “Nós entendemos que é importantíssimo para a cidade de São Cristóvão ter de volta um festival como este, pois dá vida cultural ao município que é patrimônio, não só dos sergipanos, mas da humanidade. No ano passado, nós conversamos com o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, e houve um comprometimento dele com o retorno do Fasc. Voltaremos a tratar do assunto com a atual ministra, Ana de Hollanda, para garantir apoio do Governo Federal ao evento”, frisou a secretária.

A gestora explicou ainda que o órgão pretende dar apoio institucional e dar suporte à comissão realizadora, que deverá ser formada pela Prefeitura Municipal de São Cristóvão e Universidade Federal de Sergipe (UFS), idealizadora do projeto. “No momento, nosso objetivo é garantir que o FASC volte a ter uma vida efetiva no calendário cultural do Estado”, declarou Eloísa Galdino.

Satisfação dos integrantes

Os membros da comissão se disseram satisfeitos e esperançosos com o que foi debatido. “Percebemos que há um retorno e esforço por parte da Secult quanto à volta do FASC no cenário cultural. O que resta é continuarmos nossa mobilização, e trazer a UFS e a Prefeitura de São Cristóvão para nossa causa. Só assim o festival será, agora, privilégio dos filhos do FASC”, contou a professora Lúcia Souza, fazendo referência aos jovens que são filhos do primeiro público do festival.

Segundo a professora Lúcia, seu filho Glauber Souza é um dos precursores do movimento de retorno ao Fasc. “É de suma importância que, assim como meu filho, os jovens conheçam e entendam o que foi o festival e o valor cultural e econômico que o evento teve para São Cristóvão. O evento era uma das poucas oportunidades que os cidadãos de São Cristóvão tinham para apreciar teatro, música, cinema, e outras artes”, contou.

Um dos líderes do movimento, Zezito de Oliveira, informou aos presentes que será realizado um seminário para o mês de maio que terá como objetivo mostrar para o público jovem o que foi o Festival de Artes e os benefícios culturais do seu retorno. “Semanalmente, nós da comissão nos reunimos para discussão de propostas em prol do Fasc”, disse Zezito. Ele lembrou que um evento parecido com esse seminário já foi executado, mas contou apenas com a participação de artistas e intelectuais sergipanos.

História do Festival

O Festival de Arte de São Cristóvão teve a sua primeira edição realizada no ano de 1972, prosseguindo até 1993, quando foi encerrado por decisão da Universidade Federal de Sergipe, instituição que idealizou e foi a responsável pela organização do evento até aquele ano.

Durante sua existência, o festival favoreceu o intercâmbio de uma parcela importante da produção cultural sergipana, tanto daquelas de caráter erudito, como das manifestações vinculadas às culturas populares, atraindo os mais variados públicos e os diversos tipos de artistas: coreógrafos, poetas, teatrólogos, músicos, artistas plásticos, cineastas, entre outros.